O Governo quer fazer poupanças, mas poderá fazê-lo à custa dos franceses. No âmbito do projeto de lei de finanças da segurança social 2024, Bruno Le Maire anunciou um possível aumento da franquia médica e da contribuição fixa, a partir do próximo ano. Esta medida preocupa tanto os contribuintes como os sindicatos, pois tornaria ainda mais difícilo acesso aos cuidados de saúde, numa altura em que os serviços de urgência já estão sobrelotados e os médicos de família são cada vez mais raros.
Atualmente, desde 2008, com receita médica, a caixa de medicamentos comprada numa farmácia é reembolsada pela Segurança Social quase na totalidade, faltando apenas pagar 50 cêntimos de euro. O mesmo se aplica aos cuidados de enfermagem e às sessões de fisioterapia, e é preciso pagar um pouco mais pelo transporte médico. Só que, segundo Les Echos, esta franquia médica é suscetível de ser duplicada! Assim, estar doente vai custar mais caro no próximo ano.
A esta medida vem juntar-se a duplicação da quotização fixa, o que significa menos reembolsos para as visitas ao médico ou para os exames médicos. De acordo com os sindicatos, esta medida"afectariamais duramente as pessoas com menores rendimentos", mas a decisão está longe de ser tomada neste momento, embora as poupanças se elevem a milmilhões de euros por ano, segundo o Ministério da Economia e das Finanças.